Seguem algumas notas que escrevi nesta última semana, sobre reportagens do Jornal Nacional. Eu pretendia escrever um artigo sobre cada assunto abaixo, mas como tenho pouco tempo e provavelmente trabalharei no feriado, decidi publicar apenas as notas mesmo.
Violência urbana
Na edição de ontem (7), o Jornal Nacional abriu com imagens do taxista que teve os filhos executados por uma ação desastrosa da polícia, na reportagem “O desabafo de um cidadão, trabalhador e pai”. Sinceramente, após assistir à matéria, não soube o que pensar. Seria sensacionalismo, ou a exposição daquela dor é necessária para sensibilizar nosso povo já “acostumado” a o que não deveríamos nos acostumar nunca? Não sei a resposta, mas o que posso dizer é que a reportagem me fez sentir extremamente angustiado.
Inflação
A cobertura do aumento do índice oficial de inflação pelo jornal já está se tornando insuportável. Durante toda a semana o JN apresentou matérias sem novidade nenhuma, além de descontextualizadas. Não tem novidade porque os indíces já sairam faz tempo, e o jornal utiliza os mesmos números para dizer “vejamos agora como o preço da carne impacta no consumo” (07/07), ou coisas do gênero. E são decontextualizadas porque a inflação de alimentos é um problema mundial. Todas elas têm um ponto em comum, o de mostrar pessoas simples comprando produtos que estão mais caros, isto é, são os mais pobres.
Eu entendo que a inflação seja um trauma recente na história do país. O problema é que, da mesma forma que se indica que os mais atingidos são os pobres, a “culpa” pela inflação cai, sempre, no aumento do consumo das classes populares e dos investimentos do Estado. Em outras palavras, a culpa é dos pobres que “estão consumido demais” ou do governo que está dando dinheiro aos pobres.
Informação
Recentemente pude sentir na pele a importância da informação dos meios de comunicação. Após ver no Jornal Nacional entrevista com a Fátima Bernardes, sobre a operação que a jornalista fez, minha mãe percebeu que podia estar sofrendo o mesmo problema e procurou um médico. Graças a essa informação, ela diagnosticou o problema e passou por uma cirurgia. Não fosse a reportagem, provavelmente ela só repetiria os exames no ano que vem.
Pergunte a qualquer médico e ele te dirá que o diagnóstico precoce é crucial no tratamento de qualquer doença. É papel dos meios de comunicação transmitir essas informação para a população e permitir que mais pessoas possam ter procurar pelo tratamento adequado.